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Histórico

Histórico

O Departamento de Bioquímica Médica foi criado em 1978 como parte do Instituto de Ciências Biomédicas, este criado em 1969 e integrante do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Somente 12 anos mais tarde, com a chegada do Professor Leopoldo de Meis e sua equipe, o Departamento tomou a forma de um importante centro de pesquisa. À época, a equipe era constituída por três pesquisadores seniores e alguns estudantes de graduação. Desde então, o Departamento de Bioquímica Médica cresceu consideravelmente.

Em 1999, o Departamento de Bioquímica Médica, alicerçado em sua sólida trajetória acadêmico-científica e no planejamento de metas e objetivos, deu início a um processo visando à sua transformação em Instituto, como Órgão Suplementar da UFRJ. O processo contou com o apoio entusiasmado de todo o corpo docente do Departamento, percorreu todas as instâncias devidas na estrutura universitária e foi aprovado, sempre com pareceres favoráveis, na Congregação do Instituto de Ciências Biomédicas (então sob a direção do Prof. Adalberto Ramon Vieyra), na Câmara de Pós-graduação e no Conselho de Centro do Centro de Ciências da Saúde e no Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) da Universidade. Após alguns anos de tramitação do processo, em dezembro de 2004 foi finalmente criado o Instituto de Bioquímica Médica, tendo como primeiro diretor o Prof. Franklin David Rumjanek e a Profa. Debora Foguel como vice-diretora. Desde então, tem sido berço de grandes nomes da ciência nacional e internacional.

Com o propósito de homenagear um dos fundadores do Instituto, o grande pesquisador e educador Leopoldo de Meis, no ano de 2013, incorporou “Leopoldo de Meis” ao seu nome, como uma homenagem ao seu grande idealizador e um dos seus fundadores, passando a se chamar oficialmente “Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis”. A mudança de nome foi oficializada em uma sessão solene do Conselho Deliberativo do IBqM realizada no dia 6 de novembro de 2013. Em 2024, o IBqM completou 20 anos de uma história bem-sucedida em uma bela celebração que contou com o corpo social do Instituto, além de ex-alunos e ex-professores que ajudaram a construir essa história.

Atualmente, o IBqM ocupa diversos espaços do Centro de Ciências da Saúde, além de um setor no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). O IBqM congrega 51 docentes distribuídos entre mais de 20 laboratórios, com uma população que inclui técnicos administrativos e de laboratório, pesquisadores de pós-doutorado e estudantes de graduação e pós-graduação, perfazendo um total de aproximadamente 500 pessoas. Essa população predominante jovem e com um constante fluxo de cientistas visitantes transformou o antigo Departamento em um estimulante local de trabalho.

O IBqM segue essencialmente o modelo do antigo Departamento de Bioquímica Médica. Os laboratórios são as unidades operacionais independentes chefiadas por pesquisadores seniores que supervisionam a pesquisa e o treinamento de estudantes. Exceto por verbas comuns, tais como as despesas gerais e outros subsídios institucionais, cada laboratório é financeiramente independente.  

Ao longo dos anos, o IBqM alcançou prestígio nacional e internacional através da qualidade de seu trabalho nas áreas mais desenvolvidas da Bioquímica, tais como membranas biológicas e transporte, bioenergética, contração muscular, toxinas, estrutura e química de proteínas, dinâmica e termodinâmica, glicobiologia, bioquímica de insetos e parasitas, inflamação, oncobiologia, bioquímica e estrutura de vírus e leveduras, biologia molecular de plantas, doenças neurodegenerativas, doenças raras, erros inatos do metabolismo, educação em ciências, dentre outras.

O IBqM é organizado sob a forma de programas temáticos que reúnem os laboratórios de acordo com as afinidades temáticas. No momento, o IBqM conta com seis Programas: Bioquímica e Biofísica Celular, Biologia Estrutural, Biologia Molecular e Biotecnologia, Educação, Gestão e Difusão de Biociências, Glicobiologia e Oncobiologia. Este último é um desdobramento de uma das áreas de concentração do Programa de Pós-graduação em Química Biológica, que vem obtendo reconhecimento nacional nas áreas de avaliação e formulação de políticas científicas e educacionais, além da difusão e popularização da ciência. Os programas temáticos são altamente dinâmicos e os docentes podem integrar mais de um deles.

A preocupação constante com as novas técnicas de divulgação da Bioquímica e Ciências em geral gerou um grupo de trabalho concentrado exclusivamente em Educação em Bioquímica. Uma das importantes atividades de extensão deste grupo é o Curso de Férias, oferecido há mais de duas décadas a professores das redes pública e privada de ensino, bem como para estudantes do ensino médio. O Curso de Férias estimulou a criação de um programa de pós-graduação lato sensu, um dos únicos desta categoria oferecido pela UFRJ gratuitamente. Ainda como um segundo desdobramento desta iniciativa junto aos professores das redes de ensino fundamental e médio, o Programa de Pós-graduação em Química Biológica apresenta hoje uma área de concentração em Educação, Gestão e Difusão em Biociências, em que dezenas de dissertações e teses foram defendidas, todas elas voltadas para avaliação da questão do ensino no país, bem como as políticas científicas e as estratégias de divulgação do conhecimento científico voltado para a sociedade. 

Outro projeto de destaque é o “Jovens Talentosos”, que visa a engajar jovens de famílias de baixa renda com talento para a pesquisa nos laboratórios do Instituto, oferecendo acompanhamento na escola e bolsas de estudo, atuando para a ascensão destes jovens na ciência. Além disso, desde 2022 o IBqM realiza o Curso de Verão em Química Biológica, voltado para alunos de graduação das áreas da saúde e biológicas de universidades públicas e privadas de todo o país, com atividades teóricas e práticas. Diversos estudantes que participaram do Curso de Verão ingressaram posteriormente nos cursos de pós-graduação do IBqM, demonstrando que essa é mais uma iniciativa de sucesso do Instituto.

Além de pesquisa, ensino e extensão, o IBqM tem despontado no cenário de Inovação tanto nacional quanto internacional. Iniciativas como a OSÍRIS, que busca inovações em biologia sintética, e a HapiSeeds, que busca tecnologias inovadoras para agricultura sustentável, têm colocado o IBqM em destaque. 

O IBqM figura entre os principais celeiros de grandes pesquisadores do Brasil e do mundo. Diversos de seus docentes receberam prêmios de relevância nacional e internacional, além de serem membros afiliados e/ou titulares da Academia Brasileira de Ciências. Assim, o IBqM foi e continua sendo um exemplo de história de sucesso em ensino, pesquisa, extensão e inovação. IBqM foi e continua sendo um exemplo de história de sucesso em ensino, pesquisa, extensão e inovação.